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sexta-feira

Há 10 meses e 16 dias, disseste-me

"O quanto gosto de ti não se escreverá aqui... não cabe!
Por muito estranha que seja a nossa amizade, tu és "a Sarah", sempre vais ser, nada nem ninguém mudará isso. Marcaste-me muito, juntas passámos por muito! Desde férias... a aulas juntas, a tudo! Só peço que nunca te afastes... Que nunca me esqueças...
Farei o mesmo! Tens o teu lugar aqui dentro, sempre terás! Conta comigo para simplesmente TUDO!
Adoro-te imenso

Mary&Sarah"

E agora eu pergunto:
Será que continuo a ser a Sarah? Ou sou apenas uma outra sara, ou francisca ou outra qualquer? Marquei-te? Não terás tu arranjado outra qualquer pessoa para marcar algo por cima?
Pediste-me que nunca me afastasse, que nunca te esquecesse... não te esqueci, talvez me tenha afastado. E tu, o que fizeste? Mantiveste-te sempre ali? Ainda não me esqueceste?
Esse lugar não foi já ocupado por outro qualquer?
Mas, mais do que tudo... eu precisei de ti. Precisei mesmo muito. Estive a pontos de gritar-te aos ouvidos que precisava de ti, mas em vez disso disse-to tranquilamente, como quem conta um episódio.
Normalmente, seria o suficiente para perceberes que algo não estava bem, mas tu também precisavas de alguém. Ou então, mudaste, simplesmente, e esse mudar faz com que penses que tudo à tua volta está diferente e já não reage da mesma maneira.
Não estou aqui a criticar, estou apenas a dizer algo que já te fui dizendo. Mas hoje, disseste-me "olá"... depois "tu, por aqui?". Foste-te embora para mais um fim-de-semana em que já não estaremos juntas e não há um "adeus".
Isso sim, não só prova que mudaste, como me fez rebentar tudo aquilo que andava a acumular há tanto tempo.
Tu sabes que eu não sou forte. Tu sabes que nós somos tão iguais...! Mas, ainda assim, com este fosso que se criou, que é demasiado difícil de ultrapassar, nós não seremos mais a Mary&Sarah. Vamos ser a Mariana e a Sarah, que se conhecem, que falam uma à outra, que se calhar vão sair juntas, jantar juntas... mas que no fim de contas, ouvem o que se passa da boca da prima, ou não ouvem, que eram importantes uma para a outra e agora não são mais que... amigas?
Era mesmo isto que tu querias, que esperavas, que imaginavas, que fossemos ficar, quando escreveste aquela t-shirt?
Eu gosto de ti, eu adoro-te, miúda... ainda te adoro. Ainda és mais que importante, ainda és especial. Mas estás ausente.

by Bá*

sábado

És quase tão boa como eu, para resumir! " )




Mereces sem dúvida mais do que aquilo que posso fazer por ti, é só o que digo. No entanto, por ti vale também o esforço de tentar escrever alguma coisa com sentido, alguma coisa que, por uma das raras vezes na vida, mostre um bocadinho. De mim.

Como eu fiz questão de mencionar há algum tempo atrás, e tu, novamente, agora, estamos definitivamente a afastar-nos. Pensei, pensei tanto!
Porque é que nós, de um momento para o outro, do princípio para para o fim de um verão, nós, que de tão diferentes, tínhamos tanto em comum, pudemos tornar-nos tão estranhas uma à outra?
Desde Junho que não sei nada de concreto da tua boca, tudo o que sei é o que oiço contar. Talvez aconteça o mesmo contigo. Temos os nossos (breves) momentos de conversação, mas passam num ápice e em dois dias depois não fez diferença.
Tenho medo de ir ter contigo, por exemplo, nos intervalos, porque acho que sou um fardo, sou ali um apêndice totalmente desnecessário e nada bem-vindo. Não estou a dizer que é verdade ou que por tua culpa me sinto assim; a verdade é que agora já nada me deixa segura de mim, a minha suposta segurança meteu-se nalgum sítio onde não a posso alcançar e toda a cobardia vem ao de cima.
Acho que essa tal de cobardia é que me impele a escrever este texto, em que estou a usar uma linguagem quase incriminatória - dirigida a mim, embora possa parecer que não.
Opá, isto irrita-me, esta "coisa" de... crescer, que me está a afastar tanto de ti!
Há tanto tempo que somos Nós ou Elas, e não a Sarah e a Mariana. Há tanto tempo que partilhamos gostos, que falamos, que brincamos, que discutimos, que choramos, que rimos, que nos ouvimos uma à outra, que aprendemos uma com a outra... ou devia dizer partilhávamos, falávamos, brincávamos, discutíamos, chorávamos, ríamos, ouvíamos, aprendíamos?
Sabes aquela sensação de te aproximares de uma grande amiga que fala de alguma coisa e tu, animada, estás a lado, tentas ouvir... e não percebes? Não sabes um nome?
Claro que não sabes, isso não acontece contigo. Sabes sempre tudo. Ou, pelo menos, sabes tanto que não te incomodas com o que não sabes.
Eu sei o que é. E também sei outras coisas divertidas, como o passar intervalos na casa de banho ou em filas para não mostrar a toda a gente que estou sozinha, que embora me dê muito bem com muita gente, não há ali ninguém que... com quem partilhar uma conversa que não seja palhaçada ou intrometência.
Às vezes queria não ter ficado na mesma escola que tu.
Aquela sensação que estamos na mesma escola, e nos podemos ver quando quisermos, faz desaparecer a necessidade que tens de mostrar às pessoas, que não estão na mesma situação, o quanto as adoras, o quão especiais e importantes são para ti, que tens saudades...
Como estamos tão perto, não sentimos isso a afastar-nos...
Lamento.
Só queria poder dizer-te o quão grande, o quão formidável és, o quão perfeita és. O quão feliz me fazes sentir por existires e eu existir contigo.
Só queria poder voltar atrás do tempo e sim, ter feito aquela promessa, mas com uma cláusula, uma faca que cortasse desde logo aquele... "cordão umbilical", que não como a uma mãe e filha unia, mas como gémeas. Que o cortasse logo e não estivesse a rasgá-lo aos pedaços, porque dói tanto...!

Adoro-te, Mariana.
Só quero que saibas e que me desculpes por ter feito com que nos afastássemos tanto e desta maneira tão estúpida.

by Bá* - sou mesmo boa fotógrafa!