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segunda-feira

Depois do antes

O que fazer quando tudo se passa assim? Quando o que sentimos é um misto de tudo o que já sentimos de outras vezes e, infelizmente, não só as coisas boas?
Tu não sabes o que é sentir isto para alguém como eu. Não sabes o que é sentir isto, agora, para alguém como eu. Neste momento, sou em tudo diferente do que era há pouco tempo. Fizeste-me isto?
Não posso descartar as culpas em ti; sim, foi eu quem mudou e tu nada tens com isso. E, no entanto, embora tenha mudado, continuo tão igual a mim mesma... tão fiel ao que sou no meu estado mais puro, mais meu. Será que, por isso, não posso chamar-lhe mudança? Sentir e responder de forma diferente ao que costumo não é mudar? Não será mudar o facto de ter-me libertado daquela capa de dureza, daquele ar fechado, daquilo que dizem que me caracteriza face às pessoas? - pessoas, e não amigos.
Acho que sim. Neste momento, estou diferente. Só o facto de sorrir já difere do que era, mas gosto tanto de sorrir! - sorrir, e não rir, como faço e fazemos, nós, habitualmente.
Sou tão igual ao que sempre fui e quis ser, bem no fundo. E já não sou nada do que aquilo a que estão habituados.
Acho que, no fundo, cresci. Em dias, cresci. Deixei a vergonha, deixei a rudeza, a dureza, deixei, até, o compromisso, esse compromisso que parece parte vital de mim... e agora sinto-me bem, feliz.
E sorrio, e vou sorrindo.

by Bá*

quinta-feira

In a couple of days

Tenho-me sentido esquisita. Ou melhor, sinto-me esquisita desde ontem.
Estar sentada lá pelo chão, no sítio, e ver passar... não sei, chocou-me. Provocou qualquer coisa que não posso imaginar.
E depois foi aquela "olhada" no outro treino. Foi aquela visão, aquela coisa, ou melhor, aquela outra coisa.
Não sei. Não sei mesmo nada. Já não pensava em ti, C, há tanto tempo! Já não pensava naquelas cartas, naqueles convites, naquelas fugas, naqueles 6 anos (pequeninos) de um sonho disparatado, há muito, muito tempo.
Mas de repente vejo-te, parado, na escada a olhar para mim. Eu espero-as, tu espera-lo. Mas entre o chegar e não chegar, uma imensidão de tempo silencioso que ficou por ali entre nós, a separar-nos.
Já não estávamos naquela outra escola, já não tínhamos aquelas outras férias, já não nos falávamos há tanto tempo.
Só restava ficarmos ali, os dois, parados, com uma imensidão de tempo silencioso, a tentar fazer o ar menos ridículo possível. Mas o nosso caminho foi o mesmo, não ficámos por ali, já não te via há tanto tempo e agora, de repente!, tu apareces e olhas.
E tudo isso não me fez lembrar de ti, fez-me antes pensar naquele outro que vi pelo treino, aquele outro que faz qualquer coisa quando o vejo, que notou que eu estava ali, que olhou e sorriu. Mas com um sorriso condescendente, não o sorriso contido que tive.
Porque esse tem tudo. Mas está distante.
E eu só tenho imensa pena de não ser forte o suficiente para ultrapassar essa distância, e fico a remoer o facto de tu me teres feito pensar nele.
Porque agora, já não sou eu. E sinto-me esquisita.

segunda-feira

Para ti, A.

Convidaste-me para dançar, amigos, e eu aceitei. Convidaste-me outra vez, e dançámos.
Dançámos juntos, cada vez mais juntos, algo aconteceu ali, ficámos praticamente um só.
Passava as mãos pelas tuas costas, tu pelas minhas, mexíamos o corpo ao som da música, da batida, éramos só nós.
Tu cantaste.
Eu entrei no ritmo, senti a música, mais que isso, senti a letra, o momento - e quando fecho os olhos, repete-se, repete-se...
Tu viraste-me, olhos nos olhos, agarrámo-nos, já nada era importante.
Senti a tua respiração nas minhas costas, a minha cabeça no teu ombro, mãos firmemente fechadas sobre o teu corpo.
Uma transição mais longa, sem ritmo, não havia desculpa para continuarmos assim - larguei-te sem vontade, o que queria era ficar contigo. Fiquei junto a ti, olhava-te e brincávamos como habitualmente.
Tu estavas sério, pensativo, tão parecido ao que és sempre.
Recordei momentos passados contigo, tive pena que não fossem recentes.
Lembrei-me da vez em que reparei que existias - 3 meses antes de te conhecer, estávamos a ajudar na festa da outra escola -, eu sabia onde já te tinha visto.
Voltou a música, mútuo entendimento, não se falou, praticamente não nos olhámos, o que interessava era sentir.
Não sei quanto tempo estivémos juntos, mas não chegou. Queria mais, queria... - tudo isto porque não era a primeira vez que pensava em ti.
Quando, por fim, nos separámos, a minha vontade era seguir o "conselho", juntar os meus lábios aos teus, um ligeiríssimo toque, para saberes que não eras tu - nem eu -, que apenas o tempo não fora suficiente quando o momento de ir chegou.
Despedimo-nos no meio da confusão - duas vezes, dois sítios diferentes, o mesmo olhar, um misto de espanto, prazer e suposto entendimento, de ambas as vezes, em ambas as caras.
Não sei o que ouviste no caminho para casa.
Eu não ouvi nada. Aliás, continuo sem ouvir, só consigo pensar no que não aconteceu e em quão propício foi esse momento.
Queria ter ido ter contigo, com os putos. Sei que seria diferente, ganhofa, rir e brincar, mas... acalmava-me de vez, ou continuaria inquieta - e aí saberia o que era, não ficava neste alarido para estar contigo.
Quando falámos, foi insonso. Mas tão bom!, porque falámos, o que já não fazíamos há muito.
Isto só pode ter sido bom.
E, no entanto, queria que se tornasse ainda melhor, queria repetir e continuar aquela noite, voltar atrás no tempo, àquela noite mágica em que ouvi a boca mais foleira de sempre.
Queria eu tivesse acontecido qualquer coisa e que significasse, ou não, algo para ti. Porque assim, estou na dúvida:
não falas porque não aconteceu ou porque não interessa?
Não há um certo ou errado, apenas a resposta permitiria preencher este vazio.

Para ti, A.

by Bá*

domingo

A pensar, a pensar... pode ser que passe!

Gostei de entrar na discoteca sozinha, de não ter compromissos, ninguém à minha espera... de não esperar coisa nenhuma e, ao mesmo tempo, estar preparada para tudo.
Gostei de ir ter com eles à entrada, de ver que ia passar a noite com amigos, de começar a dançar, de pensar o que ia ser.
Gostei de ouvir um "até que enfim!", do convite para dançar - e do segundo, e do terceiro, e de quando já não havia convite, só dançar, só o som, o movimento, nós...
Gostei de dar aquela resposta, do olhar dos dois quando alguém se aproximava delas.
Gostei de quando o outro notou, daquele vídeo comprometedor do comilanço, do piercing que saltou (?), da corrida para o (?) Pitta.
Gostei de os ver juntos, perfeitos.
Gostei de agarrá-las e dançar com elas, de descer, de rodar, de aproximar.
Gostei de pensar que era uma noite estupenda, perfeita, especial.
Gostei de voltar a conhecer os dois com que já não estava há tanto, e de redescobrir aqueles com quem estou todos os dias.
Principalmente, gostei de saber quem são os meus amigos e de me sentir bem com eles; de sentir que faço parte de algo e que até afastados me recebem.

Que noitão*


by Bá*

sábado

Hoje tive um sonho...




...esquisito.
Não só pelo facto de me lembrar dele, que, por si só, é logo um ponto de esquisitidade (!), mas porque foi sobre o que já passou.
O principal foi fazer-me lembrar daquele Verão de 2005 - e que Verão. No entanto, era uma tão grande miscelânia de recordações - algumas tão antigas, como as tardes no BeauSéjour (primeira vaga), e outras recentes, deste Dezembro que passou.
Foi um sonho de e para pessoas, percebi que não me esqueci - ou será o correcto dizer "não esqueci?! "- de quem me marcou.
Fez-me perceber que o tempo não é tudo, aliás, não é nada, e que quem vale a pena, não interessa se fez ou não fez, se foram 5 minutos ou 13 anos, está lá... onde, não sei, porquê, também não.
Quando acordei, só uma dúvida me continuava a massacrar: porquê aquele? Porque não outro...? Pensava que não me tinha marcado...

by Bá*